O Pix é conveniente — e por isso virou o principal vetor de golpes financeiros no Brasil. Mais de R$ 2,5 bilhões foram desviados via Pix em 2024. Mas o sistema tem mecanismos de proteção que a maioria dos usuários nunca ativou.
Checklist de segurança do Pix
1. Configure o limite noturno (obrigatório)
Entre 20h e 6h, o limite padrão do Pix pode chegar a R$ 1.000 ou menos. Verifique no app do seu banco e defina o menor valor possível que faz sentido para seu uso. Alterações de limite têm carência de 24-48h — configure hoje, não quando precisar.
2. Ative alertas de transação por SMS e push
Configure seu banco para te notificar em qualquer transação acima de R$ 1,00. Você detecta uma transação indevida em segundos, não horas depois.
3. Revise suas chaves Pix cadastradas
Acesse o Registrato (registrato.bcb.gov.br) para ver todas as chaves vinculadas ao seu CPF. Se encontrar chaves desconhecidas, solicite portabilidade ou exclusão imediatamente pelo app do banco.
4. Desative o Pix por aproximação (NFC)
Se você não usa, desative. O pagamento por aproximação pode ser acionado acidentalmente ou por dispositivos maliciosos próximos ao celular.
5. Use o Pix Saque e Pix Troco com cautela
Criminosos usam estabelecimentos cúmplices para induzir vítimas a fazer Pix Saque com valores maiores. Sempre confira o valor na tela antes de confirmar.
6. Ative o bloqueio do Pix por dispositivo
Alguns bancos permitem vincular o Pix ao seu celular específico. Mesmo que um golpista saiba sua senha, não consegue transferir de outro aparelho.
7. Habilite o Mecanismo Especial de Devolução (MED)
Se você cair em um golpe, acione seu banco em até 80 dias para solicitar a devolução via MED. O Banco Central obriga os bancos receptores a bloquearem os valores em casos de fraude comprovada.
O que fazer se a transação já foi feita
- Ligue imediatamente para o banco (número no verso do cartão)
- Solicite abertura de contestação e MED
- Registre BO eletrônico na delegacia do seu estado
- Guarde prints de todas as conversas relacionadas ao golpe