Ficha de fraude 2 min de leitura

Chargeback fraudulento: como o lojista pode se proteger

Entenda o que é chargeback fraudulento (fraude amigável), como lojistas podem se proteger e o que diz um precedente recente do STJ sobre o tema.

Isso está acontecendo agora? Confira o extrato, conteste a operação não reconhecida e bloqueie o cartão ou a conta se necessário.
Ver os primeiros passos
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Leitura rápida

Reconheça em 30 segundos

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Comprador com histórico de múltiplas disputas anteriores.

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Pedido de valor alto na primeira compra, sem histórico do cliente.

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Divergência entre titular do cartão, comprador, destinatário e endereço de entrega.

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Retirada ou entrega redirecionada para pessoa diferente, sem validação adicional.

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Plano de emergência

Se você identificou a fraude no extrato

Fui vítima — o que fazer agora

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  • Reunir toda a documentação da venda: pedido, comprovante de entrega, comunicações com o comprador.
  • Contestar a disputa perante o emissor do cartão dentro do prazo aplicável.
  • Revisar o contrato com a credenciadora para entender os deveres de cautela esperados do lojista.
  • Buscar orientação jurídica se o valor for relevante ou o padrão de disputas se repetir.
Checklist concluído! Guarde os protocolos de atendimento recebidos.
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Antes que aconteça

Crie barreiras simples

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    Cumprir os deveres contratuais de identificação, autenticação e guarda de evidências da venda.

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    Registrar pedido, aceite, comunicações, endereço e comprovante de entrega ou consumo do serviço.

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    Usar análise de risco e autenticação EMV 3-D Secure em comércio eletrônico quando disponível.

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    Confirmar divergências relevantes antes de entregar e documentar qualquer alteração de destinatário ou retirada.

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    Manter descrição reconhecível na fatura e canal de atendimento acessível, reduzindo contestações por desconhecimento.

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Entenda sem pressa

Como a fraude acontece por trás dos bastidores

Chargeback não é sinônimo de fraude

Vale separar dois conceitos que costumam ser confundidos. Chargeback é apenas o processo de contestação de uma compra feita no cartão — existe para proteger o consumidor em casos legítimos, como fraude real, produto não entregue ou erro de cobrança. O chargeback fraudulento, às vezes chamado de “fraude amigável”, é quando o próprio comprador contesta uma compra que ele mesmo autorizou e cujo produto ou serviço já recebeu, buscando um estorno indevido. Segundo a Abecs, a associação do setor de meios de pagamento, uma taxa alta de chargeback não significa automaticamente uma taxa alta de autofraude — muitos casos têm causas legítimas.

Uma taxa alta de chargeback não é prova de fraude — pode ser erro de processo, não só má-fé do comprador.

O que o lojista pode fazer antes de a disputa acontecer

A melhor defesa contra chargeback fraudulento acontece antes da venda ser concluída, não depois. Registrar pedido, aceite, endereço de entrega, comunicações e comprovante de consumo do serviço ajuda a contestar uma disputa indevida com evidência concreta. O uso de autenticação como o EMV 3-D Secure, quando disponível, também reduz o risco de contestações amparadas em alegação de fraude.

Um precedente do STJ, com limite bem definido

Em um julgamento de 2025, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que um lojista foi responsabilizado por um chargeback porque descumpriu um dever contratual de cautela — ele entregou o produto para uma pessoa diferente do titular do cartão, sem validar a divergência. É importante notar que essa decisão não cria responsabilidade automática do lojista em todo chargeback: o tribunal analisou o contrato, a cautela adotada e a contribuição causal do lojista para o problema, caso a caso.

Perguntas frequentes

Toda contestação de compra é uma tentativa de fraude?

Não. Chargeback também acontece por fraude real (quando outra pessoa usou o cartão sem autorização), não recebimento do produto, erro de processamento ou erro de valor — só uma parte das disputas é fraude amigável.

O lojista sempre perde o valor quando o comprador contesta?

Não necessariamente. Se o lojista tiver evidências de que cumpriu seus deveres contratuais — identificação, autenticação, registro da entrega — pode contestar a disputa perante o emissor.

Vale a pena usar autenticação extra em todas as vendas online?

Em compras de valor alto ou sem histórico do comprador, sim — ferramentas como o EMV 3-D Secure e a confirmação de divergências de endereço antes da entrega reduzem bastante o risco de disputa indevida.

Se você vende online e recebeu uma contestação recentemente, vale reunir toda a documentação da venda antes de responder — pedido, comprovante de entrega e comunicação com o comprador costumam ser decisivos para reverter uma disputa indevida.

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