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Caí em um Golpe Bancário: Passo a Passo do que Fazer nas Próximas 24 Horas

Cada minuto conta após um golpe. Este guia prático mostra a ordem correta das ações: do bloqueio do cartão ao registro de B.O., passando pela solicitação de estorno ao banco.

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Descobriu que foi vítima de um golpe bancário? Não entre em pânico — mas aja rápido. As primeiras 24 horas são decisivas para maximizar as chances de recuperar o dinheiro. Siga este checklist na ordem exata.

Primeiros 15 minutos

  • Bloqueie o cartão pelo app do banco (busque “bloquear cartão” ou “cancelar”)
  • Altere sua senha do internet banking imediatamente
  • Ative o modo de viagem ou bloqueie compras internacionais se disponível
  • Se o celular foi roubado: ligue para a operadora e bloqueie o chip

Primeiras 2 horas — contate o banco

Ligue para o número oficial do banco (verso do cartão ou site oficial — não use número de ligação recebida). Informe:

  • Que foi vítima de fraude e descreva o ocorrido
  • Solicite o bloqueio de todas as transações pendentes
  • Peça abertura de contestação/estorno de todas as movimentações fraudulentas
  • Anote o número de protocolo — é obrigatório que forneçam

A Resolução BCB nº 6/2023 obriga os bancos a analisar pedidos de ressarcimento em até 3 dias úteis (caso urgente) ou 7 dias úteis (caso padrão). Exija seus direitos.

Nas próximas 24 horas — documentação

  • Registre B.O. na Delegacia Virtual do seu estado (busque “delegacia virtual + seu estado”)
  • Acesse consumidor.gov.br e abra reclamação contra o banco
  • Se envolveu Pix: acesse bcb.gov.br/meubc e registre reclamação no Bacen
  • Guarde prints de todas as mensagens, comprovantes e ligações
  • Anote número e operadora do telefone que ligou para você

️ Se o banco negar o ressarcimento

Não aceite a negativa como definitiva. Suas opções:

  • Reclame no Bacen: bancos têm medo do índice de reclamações no BCB
  • PROCON do seu estado: mediação gratuita e eficaz
  • Juizado Especial Cível: para valores até 40 salários mínimos, sem advogado
  • Advogado especializado: para valores altos, muitos trabalham com êxito (só cobram se ganhar)

A jurisprudência brasileira é favorável às vítimas quando há falha de segurança do banco — e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já consolidou que bancos respondem objetivamente por fraudes eletrônicas.

Conteúdo verificado pela equipe editorial. Fontes: Banco Central do Brasil, Febraban, Senacon.