O celular toca. É o número da sua irmã: “Oi, estou com problema no banco, pode me fazer um Pix de R$ 500 agora? Te devolvo amanhã.” A mensagem parece legítima — o número é certo, até tem a foto dela. Mas não é ela. É o golpe do falso contato.
Como o golpe funciona
Criminosos compram listas de números de telefone com nomes e relacionamentos. Criam um chip com o número da vítima (ou clonam via SIM Swap) e entram em contato com familiares e amigos da lista. A foto do perfil e o nome são copiados do WhatsApp original.
A urgência é criada artificialmente: “estou no hospital”, “perdi meu cartão”, “é uma emergência”, “precisa ser agora”. A pressão emocional impede que a vítima pense com clareza.
Variações do golpe
- Novo número de WhatsApp “porque perdi o celular”
- Mensagem de voz com voz sintética clonada (deepfake de áudio)
- Pedido via Instagram ou Facebook com perfil clonado
- Número diferente mas foto e nome iguais ao contato real
Como se proteger
Regra de ouro: nunca transfira dinheiro por mensagem sem falar com a pessoa por ligação de voz ou vídeo.
- Ligue para o número que você tem cadastrado na sua agenda — não para o número que te enviou a mensagem
- Pergunte algo que só a pessoa real saberia (não pergunte nome ou data de nascimento — o golpista pode ter)
- Desconfie de urgência extrema — esse é o gatilho principal
- Se o “amigo” insistir que é urgente e não puder falar, é golpe
E se você já transferiu?
Acione o banco imediatamente pelo app ou telefone e solicite a devolução via MED (Mecanismo Especial de Devolução do Pix). Registre BO na Delegacia Virtual. Quanto mais rápido, maior a chance de recuperar o valor antes que o golpista saque.