ALERTAS

O que é Phishing e Por que Ainda Funciona em 2025

O phishing existe desde os anos 1990 e continua sendo o ataque mais bem-sucedido do mundo. Entenda por que funciona mesmo em pessoas experientes e como reconhecer.

Compartilhar

Phishing é o tipo de golpe digital mais antigo e ainda o mais eficiente. Mais de 80% das violações de dados corporativas começam com phishing. Em 2024, o Brasil foi o país mais atacado por phishing bancário no mundo. E o motivo é simples: ele explora vulnerabilidades humanas, não tecnológicas.

Como o phishing funciona

O golpista cria uma comunicação falsa — e-mail, SMS, WhatsApp ou site — que imita uma empresa ou pessoa de confiança. O objetivo é fazer você tomar uma ação: clicar em um link, fornecer dados, ou baixar um arquivo.

Tipos de phishing

  • E-mail phishing: mensagem em massa fingindo ser banco, Receita Federal, Correios, Netflix
  • Smishing: phishing por SMS — link para “rastrear encomenda” ou “regularizar CPF”
  • Vishing: ligação telefônica (voz) fingindo ser suporte do banco ou operadora
  • Spear phishing: ataque direcionado a uma pessoa específica, com informações personalizadas — muito mais convincente
  • Whaling: spear phishing contra diretores e executivos de empresa

Por que ainda funciona em 2025

Porque ataca a psicologia humana, não os sistemas. Os gatilhos mais usados são: urgência (“sua conta será bloqueada em 24h”), medo (“detectamos acesso suspeito”), autoridade (“Receita Federal notifica você”) e ganância (“você ganhou um prêmio”).

Inteligência artificial tornou os ataques ainda mais convincentes — e-mails sem erros de português, sites com HTTPS, comunicações personalizadas com seu nome real.

Como identificar phishing

  • Verifique o domínio do remetente — banco-itau.com não é o Itaú
  • Passe o mouse sobre o link antes de clicar — o destino real aparece na barra do navegador
  • Instituições sérias nunca pedem senha ou código por e-mail ou telefone
  • Urgência extrema é sinal clássico de manipulação
  • Acesse sempre diretamente o site oficial — nunca pelo link do e-mail

Não informe nenhum dado. Feche imediatamente. Se inseriu senha, troque-a pelo site oficial. Se é senha bancária, ligue para o banco. Execute uma varredura de malware no dispositivo. Fique atento ao extrato nos dias seguintes.

Conteúdo verificado pela equipe editorial. Fontes: Banco Central do Brasil, Febraban, Senacon.